sexta-feira, abril 30, 2004

Que tal entrar e ouvir o Papo no Banheiro??

Esse � o nome de um blog novo escrito a oito m�os (Aldy, Fl�via, Jady e Paty). Vale a pena dar uma espiadinha e escutadinha nas conversas...






Gosto de F�rmula 1 desde que a competi��o come�ou ser mostrada no Brasil. Acompanhei Emerson Fittipaldi. Torci por ele como torci por Jose Carlos Pace que, infelizmente, n�o chegou a se tornar mais um campe�o brasileiro. O destino n�o deixou. Torci tamb�m por Nelson Piquet e por Aytron Senna. N�o deixei de acompanhar os campeonatos depois de sua morte, como fez a grande maioria dos brasileiros. Porque eu gosto de corridas. Continuo assistindo e torcendo pelo Rubinho e por todos os outros nossos corredores (Cristiano da Matta e Felipe Massa). Mas Senna � uma hist�ria � parte. Senna foi um mito. Uma lenda. Senna nos fez por muitas vezes sentir orgulho de ser brasileiro, orgulho por ser da mesma terra onde nasceu aquele piloto que tantas vezes colocou nossa bandeira no lugar mais alto do podium.



Por todas as manh�s de domingo que vibramos e choramos ao ouvir essa m�sica, eu choro hoje, de emo��o por ter vivido isso.




Curiosidades da Hist�ria da Formula 1
Encerrando meus relatos de viagem vou falar sobre a culin�ria pernambucana. Alias, voc�s sabem que as duas melhores coisas da vida s�o: COMER e COMER...

Come-se muito bem em Recife. Minhas cal�as que o digam! J� falei aqui sobre o cuscuz que abre o caf� da manh�. Vamos ent�o ao almo�o ou � janta. A mesa nos restaurantes self-service � de deixar qualquer �bom garfo� como eu babando e sentindo n�o ter um est�mago maior para poder comer mais um pouquinho. Pratos � base de frutos do mar abundam (eita palavrinha da gota!). Camar�o, caranguejo, polvo, mariscos, lula (o molusco, n�o aquele outro); peixes (comi um ao molho de maracuj�... hummm). Carnes, tamb�m de todos os tipos, mas destaco uma que experimentei e, acredite ou n�o, � uma del�cia. Bode. Pernil de bode grelhado. (vou estragar o teclado com minha baba).

Mas come se bem tamb�m em casa. Pelo menos na casa da Fl�via, minha anfitri�, onde almo�amos algumas vezes. Arroz e feij�o n�o pode faltar. E n�o � um feij�o qualquer. � O FEIJ�O. Ele � feito com tanta coisa que j� vale por uma refei��o. E macarr�o, e macaxeira (mandioca), e uma carne, e salada...e um doce, claro...e muita cerveja! Ah, ia esquecendo. Antes de tudo isso tem o CALDINHO. Voc�s sabem o que � essa maravilha? Caldinho � o que o nome diz, um caldinho que voc� toma quente antes das refei��es acompanhado de uma boa caninha ou n�o. O caldinho se popularizou tanto que agora existem barracas que vendem o caldinho nas praias e em outros lugares. Os sabores s�o diversos, desde o tradicional de feij�o aos mais sofisticados, de mariscos, camar�o, o Viagra, de mocot� e ovo de codorna. Todo mundo toma caldinho e, obviamente eu e a Adriana entramos na roda.

(e agora tem gente fazendo dieta de p�o de centeio e alface...rs e pondo a culpa em mim!).

Estou postando aqui a receita do Caldinho de Feij�o.

E aqui um pouco da historia da gastronomia pernambucana.




Caldinho de feij�o


Ingredientes:
2 x�caras de feij�o mulatinho
8 x�caras de �gua
2 folhas de louro
60 g de bacon
1 paio pequeno
� x�cara de cebola picada
4 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de piment�o verde picado
sal e pimenta-do-reino
cebolinha e coentro picados

Modo de Preparo:
Coloque o feij�o de molho em �gua fria por 4 horas. Escorra. Retire a pele do paio e coloque em uma panela de press�o. Acrescente o feij�o e as folhas de louro. Cubra com a �gua, tampe a panela e leve ao fogo para cozinhar por cerca de 35 minutos. Deixe esfriar na panela. Retire o paio e corte em fatias finas. Reserve. Pique o bacon e coloque em uma panela com o azeite de oliva, leve ao fogo baixo para que o bacon libere sua gordura. Quando a gordura estiver bem quente adicione a cebola, o alho e o piment�o picado. Refogue bem e despeje na panela com o feij�o. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Leve ao fogo novamente e ferva por 10 minutos. Deixe amornar e bata em um liquidificador. Passe por uma peneira e mantenha aquecido. No fundo de cada canequinha de cer�mica coloque algumas fatias do paio e despeje o caldinho quente. Salpique com cebolinha e coentro � gosto.


quinta-feira, abril 29, 2004



Dicion�rio Pernambuqu�s (recebido da Fl�via, por email)

S� quem � nordestino entende:

Gente alta � galalau;
Bot�o de som � pit�co;
Se � muito mi�do � pixototinho;
Se for resto � cot�co;
Tudo que � bom � massa ;
Tudo que � ruim � peba;
Rir dos outros � mangar;
J� faltar aula � gazear;
Quem � franzino (pequeno e magro) � x�xo;
O bobo se chama leso;
Comemorar nascimento � caximbada;
E o medroso se chama frouxo;
T� com raiva � invocado;
Vai sair, diz vou chegar;
"Caba" (homem) sem dinheiro � liso;
A mo�a nova � boyzinha;
Pernilongo � muri�oca;
Chicote se chama a�oite;
Quem entra sem licen�a emburaca;
Sinal de espanto � "v�te";
Sinal de cr�tica � "Vixe".
T� de fogo, t� bicado;
Quando t� folgado, t� folote ou afolozado;
Peda�o de pedra � x�xo; quando n�o se paga uma conta tb � x�xo.
E Quem n�o paga � xex�ro;
O mesquinho ou sovina � amarrado, muquirana, m�o de vaca, ou pirangueiro;
Quem d� furo (n�o cumpre o prometido ou compromisso) � fulero;
Sujeira de olho � remela;
Gente insistente � pegajosa;
Meleca se chama catota;
Catinga de suor � inhaca;
Mancha de pancada � roncha;
Briga pequena � arenga, grande � pega-pa-cap�;
Perfomance ou atitude de palha�o � munganga;
Corrente com pingente � trancilim;
P�o bengala � tabica;
Desarrumado ( mau vestido) � malamanhado;
Pessoa triste � borocox�, Piongo ou macamb�zo;
"� mesmo" � "iap�i";
concordar com algum assunto � dizer: e n� n�o �!
Borracha de dinheiro � liga;
Correr atr�s de algu�m � dar uma carrera;
Fofoca � fuxico;
Estouro aqui se chama pip�co;
Confus�o � rolo.
Dar a volta � arrudiar

� assim que acontece, visse?
Casa da Cultura





Outro lugar interessante que visitamos em Recife foi a Casa da Cultura. Na verdade trata-se de um espa�o onde se compra artesanato. Coisas da terra. O interessante � que na verdade o espa�o � a antiga casa de deten��o de Recife e as lojas est�o instaladas nas celas.



Foi preservados toda a estrutura, as portas de ferro, as placas com os n�meros (Cela nr...). � como se estiv�ssemos mesmo numa cadeia. Estivemos l� no dia do �ndio (19 de Abril) e v�rios grupos ind�genas estavam se apresentando no espa�o cultural. Esse tamb�m � um local que n�o pode deixar de ser visto.




Morram de inveja. A maioria destes lugares eu conheci, sempre acompanhado de duas mo�as bonitas, Adriana (minha filha) e Fl�via (minha amiga e anfitri�)

Gr�mio goleia e afunda o Corinthians na crise
MBPress
Em S�o Paulo

O Gr�mio aproveitou mais uma p�ssima atua��o do Corinthians e goleou o time paulista por 4 a 0, no Est�dio Ol�mp�co, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

S�o Paulo joga para o gasto e vence Fluminense por 1 a 0


Reichel, voc� ainda n�o se convenceu de quem � o melhor!
Quem for � Recife n�o pode deixar de visitar o Espa�o Brennand. Eu n�o o conhecia e confesso que fiquei surpreso com a obra dele. S�o centenas de esculturas em cer�mica. O espa�o � uma esp�cie de sitio num bairro de Recife. Neste site voc� pode fazer uma visita virtual e conhecer um pouco da obra do artista.





Francisco de Paula Coimbra
de Almeida Brennand


Brennand nasceu em 11 de junho de 1927, no Recife, Pernambuco. Ap�s concluir secund�rio, desistiu de ingressar na Faculdade de Direito e come�ou a estudar pintura. Conquistou o Primeiro Pr�mio no Sal�o de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco, em 1947 e 1948. Foi a Paris, onde frequentou o atelier de Andr� Lothe e Fernand L�ger. Viajou � B�lgica, � Su��a, a Portugal e � Espanha. Em Barcelona, a arquitetura e as esculturas de Gaud� o impressionaram tanto que acabaram influenciando sua obra futura. Em 1953, na Umbria, It�lia, fez est�gio numa f�brica de faian�a para aperfei�oar o seu conhecimento na arte cer�mica.







quarta-feira, abril 28, 2004

terça-feira, abril 27, 2004

pausa para uma boa not�cia:



Email recebido na lista da Frotaestelar (ser treker � estar sempre bem informado!!)


E agora Telef�nica?
Senhores e Senhoras
Para conhecimento... mat�ria divulgada na m�dia desta semana.
O adeus � Telef�nica...
Embratel lan�a primeira linha fixa livre de assinatura.
A Embratel est� lan�ando o primeiro produto em parceria com a V�sper,ap�s a aquisi��o da empresa h� cerca de um m�s.
Trata-se do Livre, uma linha fixa residencial sem assinatura b�sica, que custa ao consumidor somente o valor das liga��es. O objetivo � livrar os clientes residenciais do custo da assinatura mensal, al�m de ser uma alternativa competitiva �s concession�rias de telefonia local.

Saiba tudo sobre o assunto aqui.




Gente, estou ocupado com o cara a� da foto. Assim que me livrar dele voltarei com not�cias da viagem e outros assuntos usuais. Obrigado pela compreens�o... (faltam tres dias e eu to come�ando hoje)!!

domingo, abril 25, 2004

Na praia de Boa Viagem
(Dirceu Rabelo)

De noite eu encho meu copo
Com raios de lua cheia.
De manh� fa�o meu prato
De sal, de sol e de areia.

De tarde me sobressalto
� voz de alguma sereia,
Que se perdeu no mar alto
E sobre as ondas vagueia

Com buqu� de espumas feito
No topo de esquivas ondas,
Solenemente eu enfeito
A minha mesa redonda

� assim que tenho arrumado
Almo�o, jantar e ceia:
Almo�o que sempre fa�o
De sal, de sol e de areia,
Jantar que � tarde preparo
Com cantigas de sereia,
Ceia com que eu encho o copo
De raios de lua cheia.

Esta poesia tamb�m est� impressa na caixa da aguardente Carvalheira.




,


OLINDA (Carlos Pena Filho)

Do alto do mosteiro, um frade a v�
A Gilberto Freyre


De limpeza e claridade
� a paisagem defronte.
T�o limpa que se dissolve
Na linha do horizonte.

As paisagens muito claras
N�o s�o paisagens, s�o lentes.
S�o �ris, sol, aguaverde
Ou claridade somente.

Olinda � s� para os olhos
N�o se apalpa, � s� desejo.
Ningu�m diz: � la que eu moro.
Diz somente: � l� que eu vejo.

Tem verd�gua e n�o se sabe,
A n�o ser quando se sai.
N�o porque antes se visse,
Mas porque n�o se v� mais.

As claras paisagens dormem
No olhar, quando em exist�ncia.
Dilu�das, evaporadas,
S� se re�nem na aus�ncia.

Limpeza tal s� imagino
Que possa haver nas vivendas
Das aves, nas �reas altas,
Muito al�m do al�m das lendas.

Os acidentes, na luz,
N�o s�o, existem por ela.
N�o h� nem pontos ao menos,
Nem h� mar, nem c�u, nem velas.

Quando a luz � muito intensa
E quando mais fr�gil �:
Plan�cie, que de t�o plana
Parecesse em p�.

Essa poesia est� impressa na caixa da pinga Carvalheira, que a gente compra nas lojas de Olinda. A poesia � muito bonita e a pinga... s� bebendo pra saber!


Mais um pouco de divers�o. Vejam como o Windows faz m�sica. Aqui.
Pessoal, pausa na viagem para jogar arremesso de pinguim. Clique no urso para o pinguim pular e de novo para jogar o dito cujo longe. Eu, at� agora, consegui 1.202.4 m. Neste endere�o.
Fotos de Olinda aqui!

sábado, abril 24, 2004

VIAGEM A RECIFE - parte I


Atendendo a pedidos um breve relato da minha visita. Acho que todo mundo sabe que n�o foi s� para conhecer Recife que eu viajei. Fui porque queria conhecer uma pessoa que conhecia virtualmente e que tinha uma amizade e um carinho muito grande. Quando decidi viajar, aproveitando o lan�amento dos v�os no Coruj�o, falei que iria, mas jamais pela TAM, e muito menos num Fokker 100. J� que ia arriscar minha querida vida que fosse pela VARIG ou, v� l�, pela GOL. Compramos as passagens na Varig. O email confirmando foi da Varig, o check-in, na hora do embarque foi na Varig. A passagem era da Varig (ah, que del�cia!). Sala de espera...blim-blommmmm...Passageiros com destino a Recife, v�o Varig-Tam 3866 dirijam-se ao port�o 5. Aquela palavrinha depois de Varig n�o me agradou muito e muito menos o nr do v�o, destino e hor�rio nas telas das TVs precedido tamb�m pela palavrinha TAM, que coisa! Hora do embarque, corredor, gaiola, porta do avi�o...letras vermelhas semi-cobertas (era para eu n�o ver). Adriana: pai � um fokker 100 da TAM...Eu: cala tua boca que agora eu j� to aqui!...e fui e voltei na lata de sardinha da TAM. V�o tranq�ilo, alguns inconvenientes como o piloto nos informar que est�vamos a tr�s mil p�s ou 10 mil metros de altura. E algu�m perguntou?...Mas tem a parte boa: servi�o de bordo. Pensei, � agora que vamos passar bem. Ganhamos seis bolachinhas Clube Social (sem manteiga nem gel�ia), um pacotinho de amendoim, um copo de suco ou refrigerante ou caf� ou uma latinha de cerveja. Manjar dos deuses! 04:45 da manh� aterrissamos em Recife. Eu, minha filha Adriana e uma baita ansiedade tomando conta de mim. Dentro de poucos minutos iria conhecer, finalmente depois de uma amizade virtual de 10 meses, a Fl�via, uma pessoa muito especial.



Recife, vista de Olinda.


Voc�s sabem o que � isso?
No meu primeiro caf� da manh� na pousada, numa das vasilhas, achei uma coisa que parecia um bolo de fub� (ATEN��O: pernambucano n�o fala fub�. Eles falam fuba com o acento no U: f� ba) que n�o tinha dado certo porque estava todo desmontado. Fiquei sabendo depois que aquilo era Cuscuz. O nordestino come cuscuz (n�o � o cuscuz que conhecemos aqui) no caf� da manh� com manteiga e mais um complemento que pode ser queijo de qualho, ovos mexidos, salsicha ou carne com molho, leite. Mas o cuscuz n�o pode faltar. A Adriana ficou f�. Comprou um cuscuzeiro (imaginem eu entrando no avi�o levando na bagagem de m�o uma sacola com uma panela...imaginem a cara do cara que passou a sacola no raio-x...). Agora aqui em casa, todo dia no caf� da manh� e na janta tem cuscuz nordestino.

CUSCUZ NORDESTINO

Ingredientes:
200 g de farinha de milho em flocos
150 ml de �gua
sal a gosto


Numa tigela coloque a farinha de milho e o sal e v� acrescentando a �gua, mexendo bem ap�s cada adi��o de �gua. Deixe descansar por 10 minutos. Em seguida coloque a mistura num cuscuzeiro. Quando a �gua come�ar a ferver, abaixe o fogo e deixe no vapor por 3 minutos.

Peguei no blog Na moral, seu guarda que pegou no Recanto da Lua, que pegou...

Continue a brincadeira!


1. pegue o livro mais pr�ximo de voc�
2. abra o livro na p�gina 23
3. ache a quinta frase
4. poste o texto em seu blog junto com estas instru��es

- O que posso fazer? Ela era bonita, e desejei conhec�-la melhor. Mas assim n�o d�! Ela ficou toda derretida e melosa. N�o � isso que quero de uma mulher. N�o sei o que essas mo�as t�m. Saio uma vez ou duas e elas logo falam em namorar firme, vir aqui em casa. D�o a impress�o de que querem agarrar um marido a qualquer pre�o. Eu escapo, � claro.

Tudo tem seu pre�o
Zibia Gasparetto
(ditado p�r Lucius)